CINE RESENHA: TOY STORY 4

08/10/2019

Quando eu pensei que em Toy Story 3, todas as minhas lágrimas haviam sido derramadas, me vem a Disney Pixar vai lá e PAH! No quarto filme dos brinquedos que ganham vida, eu lembrei da minha infância, fiz algumas reflexões, e chorei pra caramba.

Confesso pra vocês que quando Andy deixou seus brinquedos com Bonnie e foi para faculdade, pensei que ali fosse o final de um ciclo, e cheguei a comentar que um quarto filme para a saga seria desnecessário uma vez que tudo tinha terminado por ali. Engano meu. Na nova aventura de Woody e cia, tudo tá caminhando "bem" até que a menina vai para escola, o primeiro dia começa ruim até que de alguns pedaços de lixo numa aula de modelar, nasce o garfinho, que também ganha vida e deixa o xerife de cabelos brancos, uma vez que o garfo não se sente um "brinquedo da Bonnie" mas sim apenas um item descartável.

O filme se desenrola nas aventuras durante a viagem de Bonnie e seus pais, no reencontro de Betty e o Caubói num antiquário, e o caminho dele se cruzando com o de Gaby Gaby, uma boneca com defeito de fábrica cujo sonho é ser amada por uma criança. Peço a todos vocês que leem esse post para que prestem atenção nessa antagonista e em seu desfecho. Eu chorei de soluçar de tão bonito. Num primeiro momento você pode achar que ela é uma vilã, um brinquedo malvado mas vai perceber que não e isso vem de forma emocionante.

Precisamos enaltecer e muito a evolução da Pixar no longa em termos de animação, é tão real que por alguns instantes a gente se sente parte daquela história. A trilha sonora é impecável (vou deixar aqui pra vocês ouvirem). Foi bonito perceber em todos os filmes desde 1995 todo o desenvolvimento das animações.

Dentre as muitas cenas e momentos, percebi o amor infinito do caubói com Andy. O xerife que agora pertencia a menina Bonnie não escondia a saudade e todas as histórias que teve com o menino dos anos 90, o citando em algumas passagens com um ar muito nostálgico. O xerife deixa bem claro que mesmo gostando muito de Bonnie e sendo leal a ela, sua criança sempre foi (e sempre será) Andy. Falando em nostalgia, ela nos embala na vinheta do filme com a famosa "amigo estou aqui" mostrando cenas entre o primeiro e terceiro filme. É lindo!

 "Ao infinito e além" (Buzz Lightyear)

O final é perfeito, e mesmo que eu conte a vocês com riqueza de detalhes, quem ainda não viu não será impactado. A escolha de Woddy ao final reflete a forma como ele já havia se sentindo sendo o brinquedo da Bonnie, sendo deixado no armário, literalmente trocado por um garfinho de plástico, o caubói percebe que seu propósito foi perdido e diante de tudo isso segue sua voz interior.

O filme nos trás reflexões como a importância da amizade, o quão difícil é entender algumas coisas que acontecem ao longo da vida, e em como a gente precisa saber lidar com elas. E talvez pras pessoas que sejam filhas (os) únicos a importância de um brinquedo e em como por um bom período de nossa história eles são importantes pra nós, sendo por muitas vezes o nosso melhor amigo (e por isso eu chorei muito). 

Também pensei pelo lado dos brinquedos (Sim, eu sempre acreditei que eles tivessem vida e principalmente, sentimentos) todas as transformações  ao perceber que suas crianças estão crescendo e tendo outros interesses, onde eles não estão inclusos, mas isso é papo para um outro post (risos). O clássico é sem dúvidas o melhor final que essa história linda poderia ter. Recomendo demais!

Beijos gente!