MARINA E DOM: CAPÍTULO 5 - NOVE DE JULHO (POR MARINA)

02/08/2019

Oi gente! Olha eu aqui de novo, vocês estão bem? Eu espero que sim. Tudo muito bom, tudo muito bem mas eu sei que a essa altura devem se perguntar (e eu não terei pudores em responder nada a vocês) como foi o meu primeiro momento íntimo com o Dom? Lembrar do dia nove de julho pra mim é voltar a um dia desde a hora que acordei até a hora que fui dormir.

Era uma manhã de segunda, eu e dom não teríamos aula. Já estávamos a um tempo juntos, algumas fotos e mensagem já tinham rolado, éramos loucos um pelo outro e nos desejávamos mais do que qualquer outra coisa. Só precisávamos de um lugar pra tudo acontecer, mas onde? Juntamos uns trocados e escolhemos um canto baratinho no Centro da cidade pra nos encontrar naquela tarde de sol. Fazia calor, e eu derretia. Me lembro até hoje o que ele usava naquele dia: Bermuda cargo azul, t-Shirt azul clara e chinelos! Eu nunca tinha visto o velho de chinelas, e foi curioso pois o ver as usando me deu uma sensação de informalidade. Dom nunca foi de se vestir formalmente mas o ar descontraído das chinelas em seus longos pés 43 me deu a sensação de ter um pouco mais de intimidade com ele entendem?

Atravessei a cidade no metrô, desci na Central do Brasil pois lá ele me esperava, eu estava nervosa, tremia por dentro. Mãos geladas e coração acelerado. O velho parecia calmo e sereno, ao ver minha inquietação perguntou com um tom debochado, típico de sua personalidade "está nervosa?". Eu que segurava um punhado de moedas, fruto do troco da passagem, ao ouvir aquela voz grave entrando em meus ouvidos as deixei cair se espalhando por todo chão da estação. Ele pacientemente me olhou dos pés a cabeça, como se tivesse me despindo com seus olhos, deu um breve sorriso e  se abaixou catando moeda por moeda as colocando em seu bolso fundo. Minha respiração era curta e o suor escorria de minha testa. Eu me secava todo o tempo, pensando a todo momento em como seria? Em como ele iria me tratar? Será que iria ser bom? Será que ele iria gostar? Eu nunca estive tão nervosa em toda minha vida, nem mesmo em minha primeira vez.

Chegando ao local, senti o velho nervoso ao pedir um quarto a recepcionista. Ri internamente com a situação, mas gostei de saber que ele, apesar de passar a imagem "tudo tranquilo, terror nenhum" também estava apreensivo como eu. Entramos no elevador e formos até o quarto andar, um silêncio pairou até a chegada e eu podia ouvir o som de nossos corações batendo acelerados, eu juro pessoas!

O quarto era simples, simples mesmo. Uma saleta com frigobar e uma mesa com duas cadeiras, um cinzeiro de vidro fumê ao centro. Uma porta separava o quatro, que quando abrimos tinha uma cama, espelhos no teto (risos) e uma Tv na parede. O banheiro era pequeno, mas que dava pra tomar um banho com ele (risos).

Dom me abraçou forte, com todo o seu corpo de uma maneira que nunca havia me domado em seus braços, me beijou o pescoço afundou suas mãos em meus cabelos e me beijou demoradamente, suas mãos sedentas percorriam todo meu corpo de maneira voraz e ainda assim delicada, eu desejava aquele homem como nunca havia na vida desejado alguém, minhas mãos também se perderam em seu corpo, por dentro de sua blusa que foi a primeira peça a qual tirei. Admirei seu peito, toquei, beijei senti seu cheiro narinas a dentro. "Eu esperei tanto pelo nosso momento", ele que nunca foi de olhar nos olhos nesse momento me penetrou com os seus, que só consegui responder "me deixe completamente nua Dom".

Ele se apoçou de mim de uma forma que nem sei se sou capaz de descrever. Cada milímetro de seu corpo entrava em mim como se ele já fizesse parte de mim há tempos. Ele conhecia cada parte minha, se sentia plenamente a vontade como se já estivesse estado ali muitas vezes antes, se perdia em cada uma de minhas curvas sinuosas, sua pele brilhava de suor que se fundia ao meu. Eu gemia alto a cada estocada firme, não conseguia me controlar e eu não queria, o que eu queria é que ele soubesse todo o prazer que estava me proporcionando .

Ele sabia do que eu gostava, me olhava fundo nos meus olhos, sorria e urrava de prazer em meus ouvidos e só isso já era o suficiente pra que eu atingisse o ápice. Segurava com força a minha cintura, puxava meus cabelos, apertava, acariciava e beijava meus seios de maneira única e inexplicável, me virava e revirava, ora lento, ora com força mas ainda carinhoso, atencioso, e a todo momento dizia "não acredito que está os aqui" "você é a coisa mais linda que eu já vi na minha frente" "eu só quero fazer você feliz nesse momento" "eu gosto de você Marina". Eu estava emocionada com todas essas sensações, mas senti vergonha de chorar em sua frente e estragar nossa tarde, eu só queria que o tempo parasse naquele momento. Eu só queria aproveitar ao máximo daquele instante tão nosso, da nossa intensa troca de energia, da nossa entrega um ao outro esperamos tanto por isso.

Me entreguei a aquele homem como nunca em minha vida havia me entregado  a alguém, entreguei a ele o melhor que eu tinha dentro de mim. Entre um gole d'água e um riso, a minha constatação de que aquele era o melhor dia da minha vida e que se talvez eu morresse ao sair dali, tudo bem, faria minha passagem feliz. Fizemos e refizemos várias vezes, de maneiras diferentes, cheguei ao ápice em todas elas, tanto que perdi minhas contas (risos) quanto mais fazíamos, mais queríamos fazer e quanto mais isso acontecia mais queríamos um ao outro e por uma tarde inteira de uma segunda-feira aparentemente qualquer pra muita gente, que eu e dom nos conhecemos intimamente. 

Descobri um homem não tão sério como sempre parece mas descontraído, carinhoso e risonho, que entre uma pausa e outra se deitava sobre meu peito e fechava os olhos pra aproveitar o cafuné. Um homem que me deu seu peito pra deitar e descansar e que me mexia nos cabelos, olhei pro teto e vi refletido nossos corpos nus, nossas pernas entrelaçadas, no ar aquele cheiro bom de nós dois, olhei pro chão e vi nossas roupas jogadas e achei aquele aquilo lindo. Eu não queria ir embora, Dom, definitivamente era um bom lugar, e eu gostaria de ficar ali eternamente se fosse possível.

Lembram que eu disse que queria que o tempo parasse? Pois é, infelizmente ele continuou passando e quando finalmente nos levantamos daquela cama, olhei pelas frechas da janela e percebi que a noite havia chegado, e nós precisávamos ir embora (senti minha garganta fechar, segurei meu choro mais uma vez e respirei fundo), ele ainda nu, me abraçou por trás me deu um beijo e pediu que eu o olhasse, e me disse "nós vamos voltar, te prometo que essa não será nossa única vez" "você promete?", eu disse a ele o abraçando forte que me deu um beijo na testa e disse " eu fiquei emocionado ao te ver nua na minha frente", com suas mãos em meu rosto ele completou "você é a coisa mais linda que meus olhos já viram Marina" abri um sorrisão largo como forma de agradecimento e o beijei demoradamente. 

Tomamos um banho juntos, e pra variar repetimos que fizemos durante toda uma tarde. Apostamos quem ficava com os dedos enrugados primeiro e eu perdi a aposta (risos). Nós vestimos, e fomos embora.

"olhei pro teto e vi refletido nossos corpos nus, nossas pernas entrelaçadas, no ar aquele cheiro bom de nós dois, olhei pro chão e vi nossas roupas jogadas e achei aquele aquilo lindo. Eu não queria ir embora. Dom, definitivamente era um bom lugar e eu gostaria de ficar ali eternamente se fosse possível." (Marina)

Ele me levou até a estação do metrô, onde me abraçou demoradamente e disse " me avise quando chegar Smiley Queen, vai pela sombra tá?" Eu sorri, e o beijei os lábios. Tomei meu trem, o Irajá me esperava, ouvi aquela cigarra infernal anunciando que as portas estavam se fechando. Pus os fones e continuei a ouvir o que embalou a tarde toda you don't know my name da Alicia keys. 

Flashes da nossa tarde, do que fizemos entre aquelas quatro paredes vinham na minha cabeça, eu sabia que ia pensar naquela segunda-feira por dias e semanas, até a próxima vez que eu confesso que já queria que fosse logo (risos). Eu confesso que foi ali que me dei conta de que eu realmente gostava dele, de que ele era diferente de tudo o que eu já havia conhecido e vivido, Dom era realmente especial, de que ele já fazia morada dentro do meu peito há tempos mas eu não queria admitir isso nem pra mim mesma. Tudo mudou depois desse dia, um dos melhores da minha vida, uma das minhas lembranças mais bonitas.

Meia noite e cinco, preciso ir pessoas! Amanhã acordo cedo pra mais um dia de aula na PUC Rio! Tô quase me formando, falta pouco e quero vocês na minha formatura! (Risos) Prometo que volto, obrigada por serem ótimos ouvintes, adoro vocês! 

Um beijo.